Jesus Cristo #Biografias #SeuHistory

Jesus é figura central do cristianismo e aquele a quem os ensinamentos de maior parte das denominações cristãs, consideram ser o Filho de Deus, o Messias aguardado no Antigo Testamento. Também chamado de Jesus de Nazaré, seu nome tem raiz no hebraico “Yeshua” que aparentemente foi usado na Judéia na época de seu nascimento.

Desde os primórdios do cristianismo, os cristãos se referem a Jesus como “Jesus Cristo”. A palavra Cristo tem origem no grego, tradução do hebraico, que significa “o ungido”.

Alguns livros da Bíblia oferecem diversas pistas* no que diz respeito ao ano de seu nascimento. Tais relatos são comparados com dados históricos e, a maioria dos acadêmicos concordam que seu nascimento ocorreu entre 6 e 4 a.C. e sua morte por volta de 30–33 d.C. Sua infância se deu na cidade de Nazaré, na Galileia, segundo os capítulos de Lucas e Mateus.

Os evangelhos canônicos** nomeiam seus quatro irmãos, mas apenas Tiago é conhecido historicamente. Tais evangelhos são considerados as principais fontes para a biografia de Jesus. No entanto, outras partes do Novo Testamento, como Coríntios e Atos, revelam mais acerca da ascensão de Jesus do que os evangelhos canônicos.

Praticamente todos os acadêmicos contemporâneos concordam que Jesus realmente existiu, embora não haja um consenso sobre a confiabilidade histórica dos evangelhos e de quão perto o Jesus bíblico está do Jesus histórico. Os acadêmicos construíram vários perfis do Jesus histórico, que geralmente o retratam em um ou mais dos seguintes papéis: o líder de um movimento apocalíptico, o Messias, um curandeiro carismático, um sábio e filósofo,  um reformista igualitário. A investigação tem vindo a comparar os testemunhos do Novo Testamento com os registos históricos fora do contexto cristão de modo a determinar a cronologia da vida de Jesus.

Algumas linhas cristãs acreditam que Jesus foi concebido pelo Espírito Santo, nasceu de uma virgem, praticou milagres, fundou a Igreja, morreu crucificado como forma de expiação, ressuscitou dos mortos e ascendeu ao Paraíso, do qual regressará. A maioria dos cristãos venera Jesus como a encarnação de Deus, o Filho, a segunda das três pessoas na Santíssima Trindade. Observa-se que alguns grupos cristãos, como As Testemunhas de Jeová, rejeitam a Trindade.

No contexto islâmico, Jesus (transliterado como Isa) é considerado um dos mais importantes profetas de Deus e o Messias. Para os muçulmanos, Jesus foi aquele que trouxe as escrituras e é filho de uma virgem mas, não é divino, nem foi vítima de crucificação. O judaísmo rejeita a crença de que Jesus seria o Messias aguardado, argumentando que não corresponde às profecias messiânicas do Tanach***.

Os ensinamentos de Jesus são muitas vezes analisados em termos de palavras e obras. As palavras incluem uma série de sermões, assim como parábolas que aparecem ao longo de toda a narrativa dos evangelhos sinópticos – O Evangelho de João não inclui parábolas.

Nos textos dos evangelhos, Jesus dedica grande parte do seu ministério à realização de milagres, especialmente curas. O conjunto dos quatro textos registra cerca de 35 ou 36 milagres, que podem ser classificados em duas categorias principais: milagres de cura e milagres de natureza. Os milagres de curas englobam curas para doenças físicas, exorcismos e ressurreições dos mortos. Os milagres de natureza demonstram o domínio de Jesus sobre a natureza, entre os quais a transformação de água em vinho, o caminhar sobre as águas e a calmaria de uma tempestade. Jesus afirma que os seus milagres têm origem divina, que os pratica pelo “Espírito de Deus” (Mateus 12:28) ou “Dedo de Deus” (Lucas 11:20)


A descrição da última semana de vida de Jesus, chamada de semana de Páscoa, ocupa cerca de um terço da narrativa nos evangelhos canônicos, tendo início com a descrição de uma entrada triunfal em Jerusalém e terminando com a crucificação de Jesus. Pouco antes da entrada em Jerusalém, o Evangelho de João inclui a Ressurreição de Lázaro,  um dos milagres de Jesus, relatado em João 11:1-46, no qual Jesus traz Lázaro de Betânia de volta à vida depois de quatro dias de sepultamento. Os teólogos Moloney e Harrington enxergam nesta ressurreição um “milagre essencial” que inicia uma sequência de eventos que levará à crucificação de Jesus. Eles consideram o ato como a “ressurreição que irá levar à morte”, no sentido de que a ressurreição de Lázaro levará à morte de Jesus, em Jerusalém.

O Novo Testamento afirma que no primeiro dia da semana após a crucificação (geralmente interpretado como sendo o domingo),  seu túmulo foi descoberto  vazio e  seus discípulos o encontram ressuscitado dentre os mortos.

Depois de descobrirem o túmulo vazio, Jesus realiza uma série de aparições aos seus discípulos. Antes de ascender ao Céu, Jesus instrui os discípulos a espalharem a palavra sobre os seus ensinamentos em todas as nações do mundo.

Lucas 24:51 afirma que Jesus é então levado ao Céu. O relato da ascensão é elaborado em Atos 1:1-11 e mencionado em Timótio 3:16. Em Pedro 3:22 afirma que Jesus foi levado para o Céu e é agora a mão direita de Deus.


* Mateus 2:1 associa o nascimento de Jesus ao reinado de Herodes, o Grande, que morreu cerca de 4 a.C., enquanto que Lucas 1:5 menciona que Herodes reinava pouco antes do nascimento de Jesus. Lucas 3:23 declara que Jesus tinha cerca de trinta anos de idade no início do seu ministério; esse que, de acordo com Atos 10:37, foi precedido pelo ministério de João, que Lucas 3:1 afirma ter começado no 15º ano do reinado de Tibério (28 ou 29 d.C.).

** Mateus, Marcos, Lucas e João são os autores dos únicos evangelhos aceitos pela maioria das denominações cristãs como legítimos e que portanto integram o Novo Testamento da Bíblia

*** É um acrônimo utilizado dentro do judaísmo para denominar seu conjunto principal de livros sagrados, sendo o mais próximo do que se pode chamar de uma Bíblia judaica.

Fonte: seuhistory.com/biografias/jesus

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